Serviços

Reeducação afetiva do interno como forte elemento restaurador e curativo da saúde mental

Clínica Recanto, cuidando da mente de forma responsável, humanizada e afetiva. Um dos princípios de nossa equipe é a reeducação afetiva do interno como forte elemento restaurador e curativo da saúde mental. Inaugurada em 1994, a Clínica Recanto é uma empresa especializada no tratamento de dependência química e psiquiatria. Instalada em uma área aproximada de 1000m², em ambiente calmo e seguro, que valoriza o contato com a natureza como instrumento de cura. Para essa missão, conta com uma equipe multidisciplinar, especializada nas seguintes áreas: clínica médica, psiquiatria, psicologia, enfermagem e educação física. A programação proposta para os diversos perfis atendidos é específica, visando a conscientização, superação e controle tanto da dependência química quanto dos transtornos psiquiátricos. A unidade de Hospital Dia pratica a continuidade do tratamento descrito, em sistema aberto, com o acompanhamento multidisciplinar, possibilitando a prática de novos comportamentos e treinamento para o auto-cuidado e o resgate do auto-conceito, além de dar apoio à reintegração do indivíduo em suas funções laborais. Conta com instalações adequadas à fase do tratamento em questão, em ambiente separado da internação. O ambulatório consta de consultas individuais para tratamento médico-psiquiátrico ou clínico geral, e tratamento psicológico individual, grupal e familiar. Esta fase do tratamento destina-se ao acompanhamento para a manutenção da saúde e continuidade do crescimento pessoal. Horário de funcionamento do Hospital Dia – de 08:00hs – 1800hs.

Restabelecer, de forma integral, a saúde do interno

A proposta para os diversos perfis atendidos é específica, visando a conscientização, superação e controle tanto da dependência química quanto dos transtornos psiquiátricos. A unidade de internação 24h tem como meta restabelecer, de forma integral, a saúde do interno, possibilitando a auto-regulação, ou seja, a regularização dos ciclos naturais de sono e vigília, de alimentação, atividade e descanso, suspensão, revisão e ou troca do uso de medicamentos psicotrópicos etc. Além disso, a orientação constante de uma equipe multidisciplinar proporciona a observação dos comportamentos e a monitorizarão dos sinais vitais, trazendo maior segurança no processo de desintoxicação orgânica e reeducação frente aos hábitos a serem superados. No caso de pacientes psiquiátricos, a unidade de internação possibilita, acima de tudo a preservação da vida do paciente, e segurança para aqueles de seu convívio, frente a casos de hetero ou auto-agressão, facilitando a conscientização frente à doença e a necessidade do uso de medicação É pré-requisito para o tratamento na Clínica Recanto, a participação da família em atividades e atendimentos específicos, bem como no tratamento da co-dependência e das relações afetivas.

Especialidades

Especialidades

Esquizofrenia
A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica endógena, que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. A pessoa pode ficar fechada em si mesma, com o olhar perdido, indiferente a tudo o que se passa ao redor ou, os exemplos mais clássicos, ter alucinações e delírios. Ela ouve vozes que ninguém mais escuta e imagina estar sendo vítima de um complô diabólico tramado com o firme propósito de destruí-la. Não há argumento nem bom senso que a convença do contrário. Antigamente, esses indivíduos eram colocados em sanatórios para loucos, porque pouco se sabia a respeito da doença. No entanto, nas últimas décadas, houve grande avanço no estudo e tratamento da esquizofrenia que, quanto mais precocemente for tratada, menos danos trará aos doentes.
Sindrome do Pânico
A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente. Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.
Depressão
A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. Pessoas que sofrem com distúrbios de depressão apresentam uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem culminar em pensamentos suicidas. Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível o tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado. A depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pela doença.
Bulimia
Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física. Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.
Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.
Alcoolismo
Alcoolismo é um termo amplo para descrever problemas com o álcool, sendo geralmente usado no sentido de consumo compulsivo e descontrolado de bebidas alcoólicas, na maior parte dos casos com implicações negativas na saúde, relações afetivas e no papel social do alcoólico. Em termos médicos, o alcoolismo é considerado uma doença. O abuso de álcool pode potencialmente provocar lesões em praticamente todos os órgãos do corpo, incluindo o cérebro. A acumulação dos efeitos tóxicos derivados do abuso crónico de álcool pode provocar problemas médicos e psiquiátricos.

Tratamento de Dependências

Maconha
A maconha, nome popular da Cannabis sativa, é uma planta que produz mas de 400 substâncias químicas, entre elas, o THC (tetrahidrocanabidol). Inicialmente, o usuário tem a sensação de maior consciência e desinibição. Ele começa a falar demais, rir sem motivo e ter acessos de euforia. Porém, ele pode perder a noção de espaço (os ambientes parecem maiores ou menores) e a memória recente, além de apresentar um aumento considerável do apetite (“larica”). A maconha costuma afetar consideravelmente os olhos, que ficam vermelhos e injetados. Com o tempo, pode causar conjuntivite, bronquite e dependência. Em excesso, pode produzir efeitos paranoicos e pode ativar episódios esquizofrênicos em pacientes psicóticos. Efeitos agudos: 1. Despersonalização 2. Desrealização 3. Ilusões (visuais/auditivas) transitórias 4. Excitação psicomotora, euforia 5. Irritabilidade 6. Aumento da sensibilidade aos estímulos sensoriais, maior percepção de cores, sons, texturas, paladar, apetite 7. Boca seca 8. Tosse 9. Percepção do tempo mais lenta 10. Aumento da capacidade de introspecção 11. Aumento da capacidade de ser absorvido por sensações de conteúdo sensual, aumento do desejo sexual 12. Sensação de relaxamento, flutuar 13. Aumento da autoconfiança 14. Comprometimento da memória recente 15. Comprometimento motor 16. Conjuntivite, pupilas dilatadas 17. Taquicardia 18. Alteração da pressão arterial (hipotensão ortostática) Efeitos Crônicos 1. Células e sistema imunológicos - Comprometimento da imunidade, aumento de infecções bacterianas e virais, carcinogênese, mutação celular. 2. Sistema cardiovascular - Pacientes com história de angina podem evoluir com precordialgia devido ao aumento da demanda do miocardio e pela taquicardia. Maior risco de hipertensão arterial, doença cérebro vascular ou coronariana como conseqüência da taquicardia e aumento da pressão arterial 3. Sistema reprodutor - Diminuição da testosterona e da produção de esperma, desorganização do ciclo ovulatório. Uso na gravidez: hipóxia fetal, comprometimento do desenvolvimento fetal, baixo peso ao nascimento. 4. Sistema respiratório - Fenômenos irritativos dos epitélios dos brônquios e nasofaringe Bronquite crônica, câncer pulmonar, faringite, sinusite 5. Efeitos no desenvolvimento e adolescência - Estreitamento do repertório social e interacional. Abertura para o uso de outras drogas (primeiro uso de drogas lícitas – álcool e tabaco, passando para canabis, cocaína e alucinógenos) Piora do desempenho escolar. Pior taxa de desemprego na vida adulta.
Anfetaminas
As anfetaminas são drogas estimulantes, que provocam o aumento da atividade cerebral, apresentando efeitos inibidores da fadiga, ou seja, a pessoa anda mais, corre mais, não tem sono, fala mais, come em menor quantidade, etc. Os efeitos agudos são euforia, aumento da vigilância e da atividade motora, melhora do desempenho atlético, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e da temperatura do corpo, o que pode levar a convulsões. Os efeitos produzidos pelo uso prolongado são intensa perda de peso, hipertensão, agressividade, irritabilidade, sentimentos persecutórios, tremores, respiração rápida, desorganização do pensamento, e repetição compulsiva de atividades. Em pouco tempo, o organismo passa a ser tolerante à substância, exigindo doses cada vez maiores. São consideradas drogas psicotrópicas, por causar um estado de grande excitação e sensação de poder, dependendo da dosagem. As anfetaminas provocam dependência, tanto física quanto psíquica, o uso frequente pode ocasionar tolerância à droga e diante da suspensão poderá ocorrer também a síndrome de abstinência. Ao parar, a pessoa sente uma grande falta de energia ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas. As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as toma regularmente para emagrecer estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
Remédios
A dependência por algum medicamento pode desenvolver-se em apenas duas semanas de uso contínuo, mesmo quando sob prescrição médica. Essa dependência pode ser tanto psicológica quanto física. Os medicamentos utilizados para tratar ansiedade e insônia incluem os benzodiazepínicos, os barbitúricos, a glutetimida, o hidrato de cloral e o meprobamato. Cada substâncias age de modo diferente e tem um potencial de dependência e de tolerância diferente. Em geral todos os indivíduos que se tornam dependentes desse tipo de medicamento iniciaram por utiliza-los como forma de terapia por um período que deveria ser limitado. Algumas vezes, a necessidade de doses elevadas durante longos períodos para tratar um problema grave, promove a dependência, mas é comum que os pacientes usem mais medicação do que o prescrito, promovendo a situação de dependência do fármaco, sendo esta condição difícil de contornar. Para indivíduos já dependentes de medicações, é indicado que a sua retirada seja feita conforme orientação médica, a fim de diminuir os efeitos causados pela falta do medicamento no organismo.
Ansiolíticos
Os ansiolíticos, também chamados tranquilizantes, são medicamentos capazes de atuar no sistema nervoso sobre o estado de ansiedade e a tensão, trazendo ao indivíduo uma sensação de calma. São medicamentos prescritos a pessoas que sofrem de ansiedade ou insônia. Porém, muitas pessoas utilizam os ansiolíticos de forma indiscriminada e inadequada, sempre que pensam enfrentar uma situação que gera ansiedade. Outro grande problema é a mistura de ansiolíticos benzodiazepínicos (o tipo mais comum) com bebida alcoólica, que pode levar o indivíduo a graves problemas médicos, pois o álcool é um depressor do sistema nervoso central e potencializa os efeitos dos ansiolíticos. Em longo prazo, a utilização inadequada dos ansiolíticos traz prejuízos nos processos de aprendizagem e memória do indivíduo, e nas funções psicomotoras. As intoxicações agudas por ansiolíticos são encontradas com alguma frequência nas salas de emergência. A sedação é o achado mais comum, mas pode haver casos de desinibição comportamental, com agressividade e hostilidade. Tal efeito é mais comum quando os benzodiazepínicos são usados combinados com o álcool. Para pessoas que têm doenças psiquiátricas, como as depressões e os distúrbios de ansiedade, estas drogas são extremamente importantes, pois o tratamento adequado atenua o mal-estar e permite que o indivíduo leve uma vida normal. No entanto, só um médico é capaz de identificar quem deve usar e em que dosagem. Como o próprio nome indica, os antidepressivos aliviam a ansiedade e a tensão mental, mas causam danos à memória, diminuição dos reflexos e da função cardiorrespiratória, sonolência e alterações na capacidade de juízo e raciocínio. A conduta do usuário é muito parecida com a do dependente alcoólico. Em pouco tempo, estas drogas causam dependência, confusão, irritabilidade e sérias perturbações mentais.
Cocaína/Crack
A cocaína é uma substância capaz de estimular o sistema nervoso central, causando aceleração do pensamento, inquietação psicomotora, aumento do estado de alerta, inibição do apetite, perda do medo e sensação de poder. No entanto, as sensações agradáveis por ela proporcionada duram curto período de tempo, e após seus efeitos, a pessoa pode ser levada a um estado de depressão, necessitando de outras doses da droga. Um dos principais efeitos da intoxicação aguda por cocaína é a sensação de prazer descrita muitas vezes como euforia. O crack é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. O uso contínuo dessas substancias pode levar a sérias complicações cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, perda da capacidade sexual, entre outras. Quanto aos problemas psicológicos causados pelo uso em longo prazo, estão a depressão, ansiedade, irritabilidade, agressividade, dificuldades de concentração, e sentimentos de perseguição (paranoia). Fisicamente, a inalação deixa lesões graves no nariz e a injeção deixa marcas de picada e o risco de contaminação por outras doenças (por ex. AIDS). Quando a dependência se estabelece, o indivíduo limita o seu comportamento apenas para a busca e a utilização da droga, coloando de lado todas as outras atividades. Alguns efeitos agudos do uso dessa substância: 1) euforia que frequentemente evolui para disforia (mudança repentina e transitória do estado de ânimo); 2) sensação de energia aumentada; 3) sensação de melhor funcionamento; 4) aumento das percepções sensoriais (sexuais, auditivas, táteis e visuais); 5) diminuição do apetite; 6) aumento de ansiedade e suspeição; 7) diminuição da necessidade de sono; 8) diminuição do cansaço e fadiga; 9) aumento da auto confiança, egocentrismo; 10) delírios persecutórios; 11) tonturas, tremor, hiperreflexia, febre, midríase (dilatação da pupila), sudorese, taquipnéia (ritmo respiratório acelerado), taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), hipertensão; Efeitos Patológicos do Uso Crônico 1) ao aumento da sensibilidade e potencialização da atividade motora com reações exageradas ao susto; 2) discinesia (aumento da atividade motora); 3) taquicardia; 4) hipertensão; 5) vaso constrição da artéria coronariana com diminuição do fluxo sanguíneo, gerando um aumento da incidência de isquemias durante a abstinência; 6) arritmia; 7) miocardite ou cardiomiopatia relacionada à catecolamina; 8) diminuição do limiar convulsivo, facilitando então o surgimento de convulsões; 9) vasoconstricção cerebral com aumento de Acidente Vascular Cerebral; 10) tosse crônica com secreção preta especialmente para os usuários de estimulantes fumados (crack); 11) edema pulmonar; 12) pneumonia granulomatosa com hipertensão pulmonar; 13) "pulmão de crack" (dor torácica e infiltrado alveolar difuso); 14) inflamação e atrofia da mucosa nasal; 15) sinusite crônica; 16) necrose e até perfuração do septo nasal; 17) ulceração de gengiva devido a aplicação de cocaína oral; 18) placenta prévia, quando usada durante a gravidez; 19) aborto espontâneo; 20) sofrimento fetal; A cocaína também pode induzir ataques de pânico, inclusive desencadear a Síndrome do Pânico que persiste mesmo após a interrupção do uso da droga. A fissura (desejo de repetir o prazer experimentado), juntamente com os sintomas depressivos de abstinência da droga podem levar ao uso repetido e compulsivo da droga.
Tabagismo
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que 40% da população mundial adulta, isto é, 2,8 bilhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003). O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa "Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da Convenção para o Controle do Tabaco, idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.
Ecstasy
É uma substância inicialmente utilizada como moderador de apetite, porém atualmente é extensamente usada por pessoas que frequentam festas e em casas noturnas e tem geralmente a forma de um comprimido. Seus efeitos agudos compreendem intensa hipertermia, podendo ir acima de 40 graus centígrados (o que pode levar a desidratação), taquicardia e elevação da pressão arterial, alucinações, secura da boca, aumento da atividade física, transpiração, câimbras ou dores musculares e insônia. Os efeitos causados pelo seu uso a longo prazo são hepatopatias, cardiopatias, emagrecimento, transtornos psiquiátricos e lesão cerebral. É consumido injetado, inalado, e por via oral. Apresenta-se em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó. Quanto aos efeitos psíquicos, o ecstasy ocasiona sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da comunicação, da sensualidade, euforia, despreocupação, autoconfiança e perda da noção de espaço. Em longo prazo podem ocorrer alguns efeitos tais como lesões celulares irreversíveis, depressão, paranoia, alucinação, despersonalização, ataques de pânico, perda do autocontrole, impulsividade, dificuldade de memória e de tomar decisões, entre outros.
LSD
O LSD, também conhecido como “ácido”, é uma substância sintética, ou seja, produzida em laboratório, capaz de provocar grandes alterações mentais, causando fortes efeitos alucinógenos no indivíduo. As alucinações, em sua maioria, ocorrem na área visual ou auditiva. Estados de intensa euforia podem ser intercalados com sentimentos de medo e tristeza, além da presença de sentimentos persecutórios. Os efeitos agudos do uso do LSD são pupilas dilatadas, aumento da temperatura corporal e da pressão arterial, taquicardia, sudorese, perda de apetite, insônia, boca seca, tremores, alteração na percepção temporo-espacial e corporal, despersonalização, sinestesia (mistura de informações sensoriais, como “ouvir uma cor”, “ver um som”). Já os efeitos crônicos se traduzem por fadiga, tensão, transtornos psiquiátricos se houver predisposição, “flashbacks” (fenômeno de causa desconhecida, mas que leva o usuário a apresentar todos os sintomas psíquicos de uma experiência anterior, mesmo sem ter utilizado a droga novamente), incapacidade de perceber e avaliar situações de risco. O LSD, acrônimo de dietilamida ácido lisérgico, produz grandes alterações no cérebro, atuando diretamente sobre o sistema nervoso e provocando fenômenos psíquicos, como alucinações, delírios e ilusões. É uma substância sintética, produzida em laboratório, que adquiriu popularidade na década de 60, quando não era vista como algo prejudicial à saúde. Pode ser consumida por via oral, injeção ou inalação, e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida; seus efeitos duram de oito a doze horas. Os efeitos físicos dessa droga são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, aumento da temperatura, náuseas, vômitos. É importante destacar que os efeitos do LSD dependem do ambiente, da qualidade da droga e da personalidade da pessoa. O LSD é conhecido também com outros nomes como doce, ácido, gota, papel, microponto e é ingerido. Sua ação dura entre 10 e 12 horas. Inicialmente, a droga intensifica as percepções sensoriais, principalmente a visão, e produz alucinações. Com o tempo, pode causar danos cromossômicos sérios, além de intensificar as tendências psicótica, à ansiedade, ao pânico e ao suicídio, pois gera um medo enlouquecedor. O usuário costuma dizer que ouve, toca ou enxerga cores e sons estranhos; fala coisas desconexas e tem um considerável aumento da pupila.
Opiáceos (morfina, heroína)
Essas são drogas derivadas do ópio, podendo ser opiáceos naturais (como a morfina e a codeína) ou semi-sintéticos (como a heroína, que é uma substância alterada da morfina). Os opiáceos são drogas sedativas, que induzem o sono, e analgésicas, sendo assim, muito utilizadas para tratamento médico. Porém os opiáceos têm um alto poder de causar dependência, e seu uso indevido leva a efeitos agudos como euforia, intensa sensação de prazer, distanciamento da realidade, chegando a sentimentos de mal-estar, irritabilidade, depressão, miose (contração da pupila), sonolência excessiva, inconsciência, bradicardia, depressão respiratória, convulsões, coma e morte. Os sintomas de abstinência se apresentam muito intensos, sendo necessária a internação do indivíduo. O uso prolongado dos opiáceos levam a um aumento da tolerância e consequente dependência, prisão de ventre crônica, problemas digestivos, dificuldades visuais e total distanciamento da realidade. Instalada a dependência, o organismo apresenta forte tolerância, obrigando o usuário a aumentar as doses. A superdosagem pode resultar em coma e morte por insuficiência respiratória. A heroína é consumida pela injeção intravenosa com agulha. Esta forma de consumo e resulta numa ação inicial muito mais forte de satisfação intensa, seguida de um platô de ação mais moderada e cada vez mais fraca. O consumo de heroína leva à dependência física e psicológica. A dependência física caracteriza-se por tremores, ereção dos pêlos, suores abundantes, lacrimejamento, rinorreia (nariz escorrendo), respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, falta de apetite, dores musculares, hostilidade, vômitos e diarreia. Um sinal importante é a miose, já que não ocorre com outras drogas (é muito mais frequente é a dilatação -midríase). A dependência psicológica é subjetiva e é devido à memória do prazer sentido em administrações passadas, e caracteriza-se por um desejo forte, por vezes violento, de consumir a droga.
Inalantes
Os inalantes são substâncias aspiradas pelo nariz ou pela boca que podem ser produzidas a partir de diferentes princípios ativos que induzem o organismo a produzir modificações alucinógenas e depressoras. Para a produção dessas substâncias são utilizados solventes juntamente com aerossóis, gasolina, colas, esmaltes, tintas, acetonas, éter, ambientadores, vernizes, fluído de isqueiro, spray para cabelos e muitos outros. Com o intuito de obter excitação e euforia as pessoas utilizam os inalantes. Esses, também podem gerar efeitos inesperados e indesejáveis de diferentes formas, já que sua composição é bastante variada. Em geral, provocam agressividade, sonolência, confusão, perda do autocontrole, impulsividade, inquietação, perda da coordenação motora, vertigem, distorção do tempo e das cores, fraqueza muscular, tremores, delírios, podendo, em alguns casos, ocorrer paralisia dos nervos cranianos e periféricos, perda de consciência, lesão cardíaca e no fígado, coma, convulsões e outros. Os inalantes são substâncias que promovem a dependência de quem os utiliza, bem como a síndrome da abstinência que normalmente dura dois meses. A síndrome pode ser caracterizada pelos efeitos que ocorre, como ansiedade, depressão, agitação, perda de apetite, irritação, agressividade, náuseas, tremores e tonturas. Após a conscientização, o usuário deve procurar auxílio médico para que o melhor procedimento para a recuperação seja realizado. Existem vários tipos de tratamento para o usuário de inalantes que devem ser aplicados por profissionais especializados na área. Lança-perfume é um solvente que combina éter, clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada. É encontrado na forma líquida e pode ser inalado. O efeito da droga é bem rápido variando de segundos a minutos no máximo e isso leva o usuário a inalar várias vezes consecutivas. Causa euforia, animação, excitação, tontura, perturbações auditivas e visuais, depressão do cérebro, confusão, desorientação, voz pastosa, visão embaraçada, perda de autocontrole, dor de cabeça, palidez, falta de coordenação ocular e motora, processos alucinatórios, surtos, convulsões, parada cardíaca e respiratória e óbito. Mesmo seu uso mínimo é perigoso, pois sensibiliza o coração à adrenalina que faz os batimentos cardíacos aumentarem consideravelmente podendo provocar síncope cardíaca.