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Conheci Sileno e não sabia…

Dando sequência à coluna anterior sobre Dioniso, vamos hoje falar sobre Sileno, que, de acordo com a mitologia grega (e posteriormente na mitologia romana), foi um dos seguidores de Dioniso, seu professor e companheiro fiel. Notório consumidor de vinho, era representado quase sempre bêbado e amparado por sátiros ou carregado por um burro. Quando estava sob o efeito do álcool, adquiria conhecimentos especiais e o poder da profecia. Midas, rei da Frígia, estava ansioso para aprender com ele e o aprisionou, laçando-o numa fonte onde Sileno costumava beber.

Alcoolismo
Nos foi dado o livre arbítrio e, com ele, o direito de acertarmos, errarmos e aprendermos. Se nos percebermos em desacordo com comportamentos que preservam nossa vida e a de quem amamos, podemos dar uma guinada e mudar a trajetória. E já que em fevereiro foi comemorado o dia do Alcoolismo, que tal pensarmos sobre essa doença que afeta pelo menos 10% da população mundial?
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo em consequências do álcool. Entre as principais consequências, o abuso do álcool causa rebaixamento da crítica, alterações na coordenação motora, alterações nos reflexos, impulsividade, alterações do humor e do entendimento. Em casos mais graves, pode causar amnésia, surtos psicóticos, convulsões e apagamentos.

A longo prazo prejudica todos os órgãos, em especial o fígado, que é responsável pela destruição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão. Também causa inflamações no organismo, tais como gastrite, hepatite alcoólica, pancreatite e neurite.
Apesar de ser uma droga lícita, oferece uma série de perigos para quem o consome e para as pessoas próximas. Grande parte dos acidentes de trânsito, arruaças, violência doméstica, ruptura de relacionamentos e até problemas no trabalho são provenientes do abuso de álcool.

Vão aqui algumas perguntas para checar se há sinais do alcoolismo:
• Você já sentiu que deveria diminuir o seu consumo de bebida?
• Você se sente irritado quando as pessoas criticam seu modo de beber?
• Você já se sentiu mal ou culpado a respeito de sua bebida?
• Você já tomou bebida alcóolica pela manhã para “aquecer” os nervos ou para se livrar de uma ressaca?

Apenas um sim sugere um alerta. Em qualquer dos casos, é importante ir ao médico ou psicólogo, que podem ajudar a determinar se você tem ou não um problema com a bebida e como proceder.
O alcoolismo é uma doença crônica que atinge mais os homens
A dependência de álcool atinge 12% dos adultos brasileiros e responde por 90% das mortes associadas ao uso de outras drogas. Ou seja, o álcool mata muito mais do que as drogas ilícitas. Apesar de ser uma doença sem cura, o alcoolismo pode ser controlado. O Brasil tem milhares de instituições de ajuda ao usuário de álcool.
É considerado alcoólatra a pessoa que identifica prejuízo social e pessoal em consequência do abuso da bebida, além de sinais de abstinência e dependência do álcool. No entanto, entre os profissionais de saúde, há uma forte inclinação a tratar aqueles que possuem características de risco, ou seja, as pessoas que têm tendência a se tornarem dependentes.

Especialistas no tema apontam para a necessidade de coibir o surgimento de novos alcoólatras, agindo na conscientização de indivíduos que estão numa linha tênue entre o alcoolismo e o beber socialmente.
Algumas orientações já são amplamente difundidas. De acordo com os institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos, quem não quer se tornar um alcoolista deve seguir algumas regras, como estipular uma dose máxima por dia (o ideal é que seja uma para mulheres e duas para homens), evitar beber em casa ou sozinho e tomar água, suco ou refrigerante para dar uma pausa no álcool.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o hábito de consumir excessivamente bebidas alcoólicas vem crescendo ano a ano no Brasil. Segundo a avaliação, quase 20% dos brasileiros estão entre os que bebem demais. Além de ruir com a saúde, o álcool causa 50% dos acidentes de trânsito, segundo o Detran.
Lembramos que somente um profissional da saúde pode diagnosticar doenças e indicar tratamentos e somente um médico pode receitar remédios. Estas informações possuem apenas caráter educativo.
Quem decidirá se quer se beneficiar dos atributos positivos de Dioniso ou se quer correr o risco de se deixar perder no mundo de insanidades no modo de beber de Sileno é você!

Elyn Návia Magalhães Ferreira
CRP 015233

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